Coluna Radar – Ed.23 (ano 2)
O que é o Super Bowl XLVI?

Desde definido os participantes há duas semanas, você ouviu falar muito deste grande evento esportivo de 2012. Muitas bobagens, muitas asneiras – em contrapartida teve coisas boas sendo veiculadas sim. Uma das coisas mais absurdas que foram jogadas ao ventilador foi que este jogo não tem nada a ver com a rivalidade Boston x New York e que não é uma partida vingativa para Tom Brady e os Patriots – perderam em 2008 (SB XLII) para o New York Giants, colocando um fim à temporada invicta do time de New England.
Boston x New York é como Argentina x Brasil / paulistanos x cariocas (e outras rivalidades regionais e de cidades). Um quer ser melhor que o outro: seja no esporte, na educação… enfim, em tudo. Uma das ironias da rixa entre Boston x New York é que Boston se gaba por ter as melhores universidades dos Estados Unidos – entre elas Harvard –, e o atual prefeito de New York, Michael Blooberg, no cargo desde 2002, além de ser um bostonian inato, é formado em Harvard…
Um aperitivo desta sadia rivalidade deu para ser notada no jogo entre Boston Celtics versus New York Knicks, em Boston, na última sexta pela NBA…
New England Patriots representa Boston. Na cidade do estado de Massachusetts está a grande mídia que cobre o clube (rádio, TV, web e impressos) e a maior parte da torcida. Ter uma final com dois times do nordeste americano, região mais populosa e desenvolvida do país, vai ajudar este Super Bowl de hoje a bater recordes (em todas as áreas imagináveis). A NBC quer registrar a maior audiência, em %, da história do Super Bowl e a expectativa é que nos EUA mais de 170 milhões de pessoas assistem ao jogo.
No comércio, o movimento neste domingo tende a ser o mais fraco do ano – até no Natal e no Ano Novo o comércio tem mais movimento de caixa. Dia de Super Bowl é pra ficar em casa curtindo a reunião familiar e de amigos. Mas o comércio anterior, ou seja, das duas últimas semanas, pode ter atingido números nunca antes alcançados. De acordo com uma pesquisa feita pela BigInsight, o gasto dos americanos nestes últimos 14 dias (em coisas relacionadas ao football, direta ou indiretamente) pode atingir US$ 11 bilhões.
Para se ter uma ideia, acontece lá algo que vemos muito no Brasil em ano de Copa do Mundo: compra de TV nova. A estimativa é que mais de 5 milhões de americanos compraram uma TV nova para assistir o jogo de logo mais.
A insanidade da grandeza do Super Bowl
Pra não ser perto da perfeição, o evento decisivo da NFL tem de ter algo ruim. E isto tem nome e sobrenome: Media Day. Acontece toda terça na semana do grande jogo e consiste em reunião de jornalistas de todos os lugares que existem na face da terra para fazerem perguntas ridículas (ou sem fundamento) para os jogadores de ambos os times.
Entretanto, a NFL é uma máquina de fazer dinheiro e até no pior evento ganhou muita grana. Um gênio falou: Que tal cobrarmos ingressos para que os torcedores vejam as entrevistas da arquibancada? Dizer que foi um sucesso não basta, você tem que ver a foto.
Loucura isto: fãs pagaram 25 doletas para ficar sentado e ver de longe jogadores dando entrevista… O pior é que foram destinados 7.300 ingressos à venda somente pela internet, se esgotaram rapidamente e foram extremamente valorizados nas mãos de cambistas.
Este, sem dúvida, é o primeiro Media Day aberto ao público de muitos que virão…
E a Coca-Cola quer faturar mais
Nesta onda de sucesso esplendoroso do Super Bowl, a guerra de refrigerantes tem a vantagem da Pepsi, por anos fazer comerciais exclusivos para a final da NFL. Em 2010 a Coca-Cola entrou com força neste nicho fazendo uma mega produção com o seriado “Os Simpsons” e hoje vai usar seus mais queridos personagens nos reclames: os ursos polares.
Dois ursos polares estarão “assistindo o jogo ao vivo”, um torcendo pra cada time. Conforme o resultado do jogo estiver no momento que os comerciais forem pro ar, cada urso reagirá de uma forma diferente. O aperitivo que a empresa disponibilizou tem o slogan “Os ursos polares estão assistindo o jogo ao vivo”.
A popularidade dos comerciais do Super Bowl rendeu uma bela reportagem do jornal Gazeta do Povo do Paraná, assinada por Luiz Felipe Marques e publicada na sexta com o título: “Um festival publicitário que tem um jogo no meio”.
31 minutos entre o primeiro e o segundo tempo
Esta será a duração do intervalo deste Super Bowl – o tempo médio em jogos da temporada regular e playoffs é de 12 minutos. A programação é que Madonna, a mega estrela que fará o show do intervalo, fique com justamente 12 minutos para realizar seu espetáculo. O restante fica para montagem e desmontagem do palco. Nisto, ambos os times têm que ocupar este tempo extra com coisas úteis e não esfriar muito o clima do jogo; e nem perder a concentração.
Madonna vai cantar sem receber nenhuma moedinha. “Só” terá a plataforma de milhões de telespectadores a assistindo, fora os que estão no estádio. Ótima maneira de aparecer num momento que lançará seu mais recente álbum (em Março)…

João da Paz é jornalista, editor do Grandes Ligas e colunista do Diário NFL.
E-mail: blograndesligas@hotmail.com
Twitter: @daPaz











GIANTS É CAMISA > Patriots é MODINHA
grande Giants!!!! kkkkkk Bradshaw sentou pra entrar na endzone…só achei estranho o Brady não ter feito um punt e dar risada hoje…feliz demais…chupa Brady, chupa Pats!!!